1º Ano e 4º Ano - CES

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dia das Mães

Mãe

São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

(Mário Quintana)

Image du Blog perolascraps.centerblog.net

Aldemir Martins

O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922. A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o “ser” brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste.

O talento do artista se mostrou desde os tempos de colégio, em que foi escolhido como orientador artístico da classe. Aldemir Martins serviu ao exército de 1941 a 1945, sempre desenvolvendo sua obra nas horas livres. Chegou até mesmo à curiosa patente de Cabo Pintor. Nesse tempo, freqüentou e estimulou o meio artístico no Ceará, chegando a participar da criação do Grupo ARTYS e da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, junto com outros pintores, como Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira.

Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens é marca do pintor, apaixonado que é pelo interior do Brasil. Em 1960/61, Aldemir Martins morou em Roma, para logo retornar ao Brasil definitivamente.

O artista participou de diversas exposições, no país e no exterior, revelando produção artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo a pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes. Aldemir Martins não recusa a inovação e não limita sua obra, surpreendendo pela constante experimentação: o artista trabalhou com os mais diferentes tipos de superfície, de pequenas madeiras para caixas de charuto, papéis de carta, cartões, telas de linho, de juta e tecidos variados - algumas vezes sem preparação da base de tela - até fôrmas de pizza, sem contudo perder o forte registro que faz reconhecer a sua obra ao primeiro contato do olhar.

Seus traços fortes e tons vibrantes imprimem vitalidade e força tais à sua produção que a fazem inconfundível e, mais do que isso, significativa para um povo que se percebe em suas pinturas e desenhos, sempre de forma a reelaborar suas representações. Aldemir Martins pode ser definido como um artista brasileiro por excelência. A natureza e a gente do Brasil são seus temas mais presentes, pintados e compreendidos através da intuição e da memória afetiva. Nos desenhos de cangaceiros, nos seus peixes, galos, cavalos, nas paisagens, frutas e até na sua série de gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura.

Por isso mesmo, Aldemir é sem dúvida um dos artistas mais conhecidos e mais próximos do seu povo, transitando entre o meio artístico e o leigo e quebrando barreiras que não podem mesmo limitar um artista que é a própria expressão de uma coletividade.

Falece em 05 de Fevereiro de 2006, aos 83 anos, no Hospital São Luís em São Paulo.
Fonte: www.pinturabrasileira.com

Algumas obras de Aldemir Martins:
http://www.arteeeventos.com.br/paginas_leilao/pictures/073_4.jpg

terça-feira, 20 de abril de 2010

As aventuras de Gui e Estopa

Clique aqui
http://www.costadosol.tv.br/v4/images/stories/gui%20e%20estopa.jpg

Limites com responsabilidade, a saída para seu filho crescer feliz

Às vezes se confunde autoridade com autoritarismo. Quais são as saídas para impor limites sadios. Os perigos e benefícios para seu filho.

Autoridade versus Autoritarismo

Os pais são os primeiros e principais arquitetos na formação da personalidade do filho. E toda vez que eles impõem limites, estão dando forma e base para essa pessoa nova e extraordinária. Mas, como exercer autoridade sem cair no autoritarismo? A autoridade está intimamente ligada à responsabilidade; já o autoritarismo acontece quando o bem e o mal são transmitidos como uma exigência que vem de fora. Por exemplo: é diferente exigir que seu filho faça o dever de casa porque, como mãe, você é responsável pela educação dele (o que implica que ele assuma sua própria responsabilidade como aluno) e exigir que cumpra seus deveres porque senão a professora vai ficar brava e desqualificá-lo.

Seus próprios limites

Quando você tiver dúvidas sobre a autoridade que tem sobre seu filho, pergunte-se sinceramente qual é a raiz do problema. A psicóloga Abigail Rapaport exemplifica com algumas orientações úteis: ?O adulto precisa conhecer seus próprios limites e estabelecer como transmiti-los. Com emoção, com coerência, em forma de reclamação afetiva, ou como uma ameaça de perigo que faz a criança crescer com a idéia de que o mundo é perigoso? Se você for responsável, o limite é transmitido como uma coisa simples e clara?. Portanto, preste mais atenção às suas palavras e atitudes diante de seu filho.

Benefícios e perigos

Os comportamentos e atitudes dos pais são o modelo através do qual os filhos compreendem o que se espera deles. E o melhor é que eles desejem responder a essa expectativa por causa do amor que geramos e transmitimos a eles. O benefício é enorme: poderão construir as bases de uma boa auto-estima e ser criativos, pessoas autônomas, independentes, com normas e regras para poder compartilhar e conviver no mundo que lhes cabe viver. Algumas normas no momento de impor limites:
- Reconheça quais são os seus próprios limites.
- Demonstre segurança, mas com carinho, converse e explique de acordo com as necessidades.
- Mantenha coerência entre pai e mãe.
- Não transmita mensagens ambíguas.
- Respeite a irritação de seu filho com paciência.
- Seja clara e concreta em seus pedidos.
- Seja constante na imposição de limites.
- Preste atenção: hiperatividade, déficit de atenção na escola ou auto-agressão são alguns sinais de pedido de ajuda em crianças e adolescentes.

fonte: Discovery Brasil

domingo, 18 de abril de 2010

Informática Educativa

O objetivo da informática educativa é utilizar o computador como recurso didático para as práticas pedagógicas nos diversos componentes curriculares, incentivando a descoberta tanto do aluno quanto do professor e preocupando-se com "quando", "por que" e "como" usar a informática para que a mesma contribua efetivamente para a construção do conhecimento.

fonte: wikipédia

Receitas

Receitas para fazer com a mamãe!

sábado, 10 de abril de 2010

Níveis da escrita infantil

1) Nível Pré-Silábico - as hipóteses das crianças são estabelecidas em torno do tipo e da quantidade de grafismo. A criança nesse nível tenta:
* diferenciar entre desenho e escrita
* utilizar no mínimo duas ou três letras para poder escrever palavras
* reproduzir os traços da escrita, de acordo com seu contato com as formas gráficas (imprensa ou cursiva), escolhendo a que lhe é mais familiar para usar nas suas hipóteses de escrita
percebe que é preciso variar os caracteres para obter palavras diferentes.

2) Nível Silábico- pode ser dividido entre Silábico e Silábico Alfabético:Silábico- a criança compreende que as diferenças na representação escrita está relacionada com o "som" das palavras, o que a leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada som. Utiliza os símbolos gráficos de forma aleatória, usando apenas consoantes, ora apenas vogais, ora letras inventadas e repetindo-as de acordo com o número de sílabas das palavras.Silábico- Alfabético- convivem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e alfabética e a criança pode escolher as letras ou de forma ortográfica ou fonética.

3)Nível Alfabético- a criança sabe que:
* a sílaba não pode ser considerada uma unidade e que pode ser separada em unidades menores;
* a identificação do som não é garantia da identificação da letra, o que pode gerar as famosas dificuldades ortográficas

Por que meu filho ainda não sabe ler e escrever?

Na ansiedade de verem seus filhos lendo e escrevendo o mais cedo possível, alguns pais acabam transformando esse momento tão rico e tão difícil para a criança num pesadelo de cobranças, de queixas e de reclamações, que respingam por todos os lados, desde a própria criança até a professora, atingindo a escola, o método de ensino, o material pedagógico, etc, gerando uma angústia que muito atrapalha o processo, que por si já é extremamente difícil para a criança. Então, antes que a ansiedade aflore e que as queixas comecem a pipocar por todos os lados, vamos esclarecer alguns pontos sobre o que, realmente, é aprender a ler e escrever

Com as descobertas da Psicogênese da Língua Escrita, ou melhor, com a descoberta de como se dá o processo de aquisição da língua escrita, muita coisa mudou na concepção do que é alfabetização. A primeira delas é que ler e escrever são um processo de construção interna (assim como todos os processos de aprendizagem humana ocorrem de dentro para fora do sujeito) que começa bem antes de a criança entrar na escola e vai muito além da primeira série.

Começa quando ela se dá conta de que existe uma língua que se fala e uma língua que se escreve, e que escrever é transformar a língua falada num código gráfico simbólico, o que exige uma elaboração mental extremamente complexa. Para dominar esse novo código ela precisará de alguns anos. Mas esse processo é longo e difícil para a criança, pois não é resultado da acumulação de informação sobre sílabas, alfabeto e letras, e sim a transformação das hipóteses que ela constrói em seu esforço para compreender o que é para quê serve e como funciona a escrita. Sendo uma construção absolutamente pessoal, individual, interna e intransferível, é, portanto, impossível para alguém determinar com precisão em que momento ela acontecerá. Ao contrário do se pensava até há algum tempo, que escrever era juntar letras e sílabas, e que ser alfabetizado era saber escrever o próprio nome, hoje só é considerado efetivamente alfabetizado o sujeito que:

a) Compreende as funções da língua escrita na sociedade (para quê serve a escrita)
b) Compreende as diferenças entre desenho e língua escrita (grafismo figurativo e grafismo simbólico)
c) Apropriou-se do código lingüístico a ponto de poder usá-lo para comunicar-se através dele
d) Consegue ler e levantar questões diante de um texto
e) Percebe que a escrita é importante na escola porque é importante fora dela.O que se sabe é que crianças que têm mais acesso a diversos portadores de textos (livros, revistas, jornais, gibis, rótulos de embalagens, etc); que convivem mais com situações de leitura (pessoas lendo ao seu redor) e ouvem pessoas lerem para elas, aprendem a ler e escrever com mais rapidez e facilidade. Crianças que convivem em lares de pessoas letradas e que fazem uso constante da escrita, aos dois anos de idade já brincam de escrever e rabiscam o papel dizendo que "estão escrevendo". Isto significa que já compreenderam que existem outras formas de comunicação além da fala, e que uma delas é a escrita. Com o tempo transformarão esses "rabiscos" em escrita de verdade. Mas para isso precisarão de nosso apoio, de nossa compreensão e de nosso encorajamento. Cobranças, queixas e críticas não ajudam ninguém a aprender nada.Se quisermos que nossos filhos aprendam de verdade, o melhor a fazer é lermos muitas histórias, oferecermos muitos livros de histórias infantis, muitos gibis, muitas revistas e enchermos a casa de lápis de cor e de papel para que possam rabiscar e desenhar à vontade suas próprias idéias. E um dia, quando menos esperamos, no café da manhã eles nos surpreendem lendo Mar-ga-ri-na ou escrevendo num pedaço de papel com uma letra desafiadora e mal equilibrada: u meu pai e legau. Nesse dia, damos a mão à palmatória e dizemos: Muuuuuuuuiiito bemmmmm!!! É tudo o que se deve dizer a quem se esforçou tanto par achegar até aí. Com o tempo eles perceberão que a nossa língua tem muito mais dificuldades do que se possa imaginar. Mas isto é outra história que fica para outra vez. Por hoje, basta comemorar.

Cybele Russi é Pós-graduada em Psicopedagogia

Clínica e Institucional